Escravos da própria “liberdade”.

Seguindo os passos do Mestre, vou contar uma parábola, não tão boa quanto as dEle:
Havia um pai, muito amoroso, que sempre criou o filho bem, dando boa educação, amor, carinho, atenção, casa, comida e roupa lavada; como todo pai decente ele possuia algumas regras, como horario do filho voltar pra casa, horario de dormir, obrigações estipuladas e coisas do tipo, nada muito além do aceitável – o pai não gostava de ser autoritário.
Um dia, o filho estava andando pela rua, e viu um homem embaixo da ponte, cantando e sorrindo com uma garrafa a mão, uma cena meio estranha para ele. Aproximou-se e começou a conversar com o mendigo, que começou a dizer coisas como “As ruas são minhas!”, “Eu tenho liberdade de verdade!”, “Eu faço o que quero!”, “Ninguém manda em mim!”, “Eu não pago impostos” ou “Eu tenho dó dessas pessoas que vivem certinhas”.
Após algumas conversas, o filho estava começando a se sentir atraido pela situação, e começou a querer ser como o mendigo, LIVRE.
Foi pra casa, pegou algumas coisas, e fugiu, sem dar explicações ao seu pai… Alguns dias depois o pai o achou debaixo da ponte, mas quando foi falar com o filho, ele não queria ouvir, ele estranhamente estava com raiva, dizendo coisas como “Voce nunca deixou eu ser livre!”, ou “Você só quer mandar em mim!”, chegando até a dizer que o odiava, e repetia que não dava valor ao que o pai dizia… claro, o mendigo já havia lhe dito tudo isso antes.
No dia seguinte, o pai foi lá novamente, chamando o filho a ir embora com ele, dizendo que o amava, e só queria ver o bem dele, e que iria acabar morrendo de fome ou algo assim se continuasse ali, mas o filho só rejeitava o que o pai dizia; apartir daí, o pai ia lá todos os dias, mas o filho queria ouvi-lo cada vez menos…
Por outro lado, o mendigo percebia que o filho ficava mais comovido com o tempo, e passou a ter raiva do pai, até que no dia seguinte, ameaçou o Pai dele:
-Seu filho não quer ir com você, se voltar aqui vou te matar.
No dia seguinte, o pai estava lá novamente, oferecendo sua mão, dizendo que amava o filho mesmo ele estando todo sujo, despenteado, barbudo, magro e morrendo de fome, viciado nas piores drogas e tendo traído e rejeitado o pai tantas e tantas vezes…
O filho ja não tinha coragem de voltar atrás, uma vez que havia negado o pai tantas vezes, era orgulhoso demais pra tentar mudar, mesmo vendo o pai em uma situação infinitamente melhor que a dele, e oferecendo isso à ele; antes que o filho pudesse dizer algo, um som passa do lado de seu ouvido, e quando vê, um buraco entre os olhos de seu pai, que cai no chão deixando uma poça de sangue, e o mendigo lá, sorrindo com a arma na mão:
-Agora você pode ficar aqui comigo, e continuar livre.
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Nós sempre negamos a Jesus, que nos oferece vida eterna, salvação, melhoria de vida, paz, liberdade real (o pai jamais arrastou o filho, apenas ofereceu sua mão; mas muitas vezes preferimos uma liberdade falsa, que só nos proporciona fome, doenças, tristeza, medo, solidão.
Diferente da história que escrevi, Jesus não permanece morto, mas Ele ressucitou, e continua oferecendo vida pra nós, que escolhemos ir em direção à morte que é o pecado, e nos tornamos escravos do nosso orgulho, escravos da nossa própria “liberdade”.
Não seja orgulhoso demais, Ele te conhece melhor que você mesmo, e sabe que por trás dessa cara de durão, vocÊ segura centenas de lágrimas; ele vê o fundo do seu coração, e continua te amando. Não despreze isso, um dia você pode acabar morrendo pelos seus próprios pecados, e Ele não vai poder fazer mais nada além de chorar… Ele chora, acreditem.
“Porque Deus amou o mundo tanto que deu seu unico filho, pra que todos os que crescem nele, não morressem, mas tivessem a vida eterna” – João 3:16
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Lucas Fava Jesus Cristo
| Imprimir | Postado por @feernandomatias on September 19, 2009 at 11:13 pm, e está em A Bíblia, Artigos, Conformismo, Culpa, Devocional, Mudança de vida, Texto, pecado, sofrimento. Você pode COMENTAR. |