Quem sou eu? Perguntou o monge trepista Thomas Merton, ao que ele mesmo respondeu: “Sou alguém amado por Cristo”. Nisso reside o fundamento do verdadeiro eu. A condição indispensável para desenvolver e manter a percepção de que somos amados é passar momentos a sós com Deus. Quando em solitude, saem de sintonia os sussurros negativos de nosso desvalor e nos mergulhamos profundamente no mistério de nosso verdadeiro eu. Nosso anseio por sabermos quem realmente somos – que é a fonte da maioria do nosso descontentamento – nunca será satisfeito antes de depararmos e aceitarmos momentos solitários e silenciosos com o Senhor. Aí descobrimos que o fato de sermos amados é mesmo um fato. Nossa identidade primordial repousa na ternura inexorável de Deus por nós revelada em Cristo Jesus.

“A ti levanto os meus olhos, a ti, que ocupas o teu trono nos céus.” Salmos 123:1

De “Meditações para maltrapilhos” – Brennan Manning …

via @gugaxavier