Conformismo
Perturbando os Confortados
Oct 10th
A arte do secular espiritual
Sep 26th
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Você já passou pela seguinte situação: Ouvir uma música alheia, tocando em uma rádio e perceber que ela tem algo profundo, ou que te tocou de alguma forma? Então você descobre que a música não tem nenhum cunho religioso, ou própriamente “gospel”.
É o que passa com essa gravação do Cold Play interpretando What a Wonderful World e Fix You. Para quem não sabe, What a Wonderful World teve a intenção de que servisse como um antídoto ao carregado clima racial e político nos Estados Unidos, foi gravada pela primeira vez por Armstrong, no qual se identificava muito com a música.
Já Fix You foi composta pela banda de Rock Alternativo Coldplay, em que grande parte do desenvolvimento dela, se deu após a morte de um dos seus sogro, alguns dizem que ele escreveu para a sua esposa, como forma de amparo, a música apresenta palavras de encorajamento, algo para encorajar a sair de alguma depressão ou tristeza momentãnea.
Então, acabo me perguntando: quantas músicas não são produzidas por grupos religiosos, ou própriamente evangélicos, que não chegam a tocar nem a ponta do nosso peito. Músicas feitas apenas para vender, repetitivas e cansativas, que nem se quer se tornam uma oração, quanto menos um louvor em si.
Aos religiosos um pouco de alma foi o título para o post que subi, com o vídeo dessa música em meu blog, e de fato, eu sou do tipo de defender que há sim músicas que possam ser muito mais profundas e inerentes do que muitas músicas do ramo cristão, coisa que certamente muito religioso discorda.
Quem costuma fazer muitas músicas desse tipo, também é a aclamada U2. Bono Vox é cristão, e ele faz músicas que não precisam ser chamadas de cristãs, mas elas podem mudar sua maneira de pensar à respeito do mundo e de si mesmo.
Precisamos nos tornar um pouco mais convergentes. Acredito que já foi o tempo de nomearmos: “ isso é gospel, não isso é do mundo”. Claro que existe sim coisas que possam não provir à Deus, porém o debate da música gospel ou não chega até a me dar nojo. Precisamos abrir nossos corações, nossa visão e perceber que o que está a nossa volta pode também edificar. Não acho que podemos ser edificados apenas através daquilo que te “vendem” na Conde de Sarzedas, mas o Espírito pode atuar de diversar maneiras, e assim, estejamos abertos a receber e a perceber o que de fato pode ser bom e o que não fará.
Por Felipe Nogs
O que é a vida?
Apr 20th
“Vocês dizem: Hoje ou amanhã iremos para este ou aquele lugar, passaremos um tempo ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro. Mas vocês nem sabem o que vai acontecer com vocês amanhã, pois, o que é a sua vida? É como a neblina que aparece por um tempo e depois vai embora. Ao invez disso, deveriam ficar na dependência de Deus, afim de fazer tudo para que a vontade dele seja feita.”
Minha interpretação de Tiago 4.13-15
Produção de conteúdo cultural/intelectual
Apr 20th
A geração de cultura é algo natural. Em tudo produzimos lastro de “como, quando e onde” fazer. Porém uma das dificuldades na vida do cristão que ainda não compreendeu sua responsabilidade para com sua época, é consumir sem ser consumido; e gerar conteúdo que seja representativo de seus valores.
O problema na execução disto é que supervalorizamos a profissionalização. Preferimos os autores de livros das grandes editoras aos blogueiros de fim de semana. Preferimos os artistas que cobram pequenas fortunas para “ministrarem”… e desprezamos aqueles que compõe e cantam canções que vem do coração. Preferimos os pregadores da moda a ouvir a verdade sendo proclamada nas praças por aquele tiozão de roupa social que grita “ARREPENDEI-VOS POIS O FIM ESTÁ PRÓXIMO”.
A profissionalização faz com que uma pequena parcela de nós se torne responsável pela maior parte da produção cultural/intelectual para toda uma geração. Este fato se explica pelo Princípio de Pareto. Porém não deveríamos nos conformar com isto. Afinal, nossa cultura está fundamentada em valores que não são deste mundo.
Se um cristão não se alimentar de cultura, perderá as nuances de tudo que Deus usa para comunicar sua imensurável graça. E se tal cristão não for capaz de amplificar/traduzir/transmitir tais “sinais” da parte de Deus para todos os que o cercam, então este não é digno de ser chamado de cristão.
via ariovaldo.com.br
Kim Walker – A Lifestyle of Worship
Mar 30th
Rua Augusta!
Mar 17th
Os relacionamentos e o céu
Mar 1st
A compreensão de que o Evangelho de Cristo é relacional surge à medida que o indivíduo percebe que, embora Deus preocupe-se com a salvação do indivíduo, é absolutamente impossível que tal pessoa viva dissociado da vida comunitária. Na vida comunitária encontramos a oportunidade de carregarmos nossa própria cruz, algumas vezes a cruz alheia e, muitas vezes, até de morrermos.
A incapacidade de compreender a importância dos relacionamentos na vida do cristão é o que automaticamente o desqualifica para o céu. Isto se dá como se na verdade o céu e o inferno fossem a mesma coisa, mas o abismo que os separa é exatamente a incapacidade de relacionar-se. Então, nós é que levamos conosco o inferno, fazendo do céu um lugar insuportável. E se nesta vida ainda dispomos da presença divina mediante seu Espírito, neste inferno estaremos eternamente apartados de tal presença.
Para o salvo, todo inferno torna-se um céu. Para o perdido, qualquer céu torna-se um inferno.
via http://www.ariovaldo.com.br
Dois mais dois igual a cinco?
Feb 10th
Quando eu olho para o cenário das lideranças eclesiásticas no Brasil, sinto-me como se estivesse num deserto. De um lado, vejo a liderança pentecostal e neo-pentecostal cada vez mais distante do Evangelho de Cristo, pregando um “outro evangelho” da saúde e prosperidade, mergulhada em bizarrices doutrinárias e liturgicas, enamorada com o dinheiro e o poder, transformando a igreja em teatro de show da fé e mercado de bênçãos. Há muito que sinto-me divorciado deste contexto e, sinceramente, não vejo possibilidade de reconcilição com esta praxis de igreja.
Salvar a Igreja? Pra que?
Feb 2nd
Quando me empenho em expor pormenorizadamente os motivos pelo qual acredito que o modelo de igreja evangélica existente no Brasil está com os dias contados, naturalmente muitas pessoas me perguntam: – “Como então salvar a igreja?”. Pois afirmo que isto não é necessário e nem colabora com plano de Deus. Ao contrário, devemos é jogar logo a pá de cal sobre algumas delas para que morram de uma vez.
Pode parecer radicalismo, mas a realidade faz com que isto se torne necessário. Claro que vai chover pastores conservadores me escrevendo pra defender “seu” rebanho, sustento e estruturas. Mas se a maioria dessas coisas não tivessem sido criadas nos moldes em que existem hoje, com certeza suas opiniões seriam bem diferentes. Claro que os velhos modelos serviram e (de um modo ou de outro) até trouxeram o evangelho até nossa geração. Mas a vida se vive PRA FRENTE, de modo que a tradição se torna a menor das virtudes quando falamos na interação entre igreja e cultura.










