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	<title>AlternativaSete &#187; racionais mcs</title>
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		<title>Sim, minha depressão, minha angústia</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 11:41:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@feernandomatias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[sofrimento]]></category>
		<category><![CDATA[vídeos]]></category>
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		<category><![CDATA[racionais mcs]]></category>

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		<description><![CDATA[[There is a video that cannot be displayed in this feed. Visit the blog entry to see the video.] Conheci o paraíso e eu conheço o inferno, vi Jesus de calça bege e o diabo vestido de terno, mundo moderno, as pessoas não se falam, ao contrário, se calam, se pisam, se traem, se matam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://www.alternativasete.com/blog/2010/02/sim-minha-depressao-minha-angustia/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
<p>Conheci o paraíso e eu conheço o inferno, vi Jesus de calça bege e o diabo vestido de terno, mundo moderno, as pessoas não se falam, ao contrário, se calam, se pisam, se traem, se matam. Embaralho as cartas da inveja e da traição, copa, ouro e uma espada na mão. O que é bom é pra si e o que sobra é do outro. Que nem o sol que aquece, mas também apodrece o esgoto.<br />
<span id="more-1578"></span><br />
Essa letra dessa música fala muitas coisas que pode acontecer com você durante sua vida. A sua a minha a nossa inconstância sobre os nossos corações. Alguns dias somos totalmente tomados pela esperança e amor e outros dias somos marcados e embaralhados na melancolia da nossa alma. Dias sombrios onde não temos a chance de contar o que está acontecendo pelo medo de pessoas que deveriam nós ajudar nos apunhalar nos julgados e nos matando com seus olhares. Há alguns dias que estamos totalmente encorajados e a dias que estamos desmotivados. Dias que estamos nadando num poço de paz e a dias que estamos nos afogando em nossa angústia. Uma angústia que não tem explicação. Dias de alegria e dias de amargura com uma vontade louca de chorar. Dias bons e dias maus.</p>
<p><strong>Conheci o paraíso e eu conheço o inferno, vi Jesus de calça bege e o diabo vestido vertido de terno.<br />
</strong><br />
Diante de nossas inconstância da vida, somos apenas confortados por Jesus, totalmente constante e estável firme e inabalável, muitas vezes esse Jesus que nós tira do mar do pecado, mar da dor é um Jesus que não está diante da mídia, nem diante de uma grande igreja, mas é aquele homenzinho de calças bege, aquele cara que não se importa com glorias e está mais interessado em quem você é do que você tem para lhe oferecer. Jesus usa suas extensões aqui na terra, porque ele é o sol do meio dia, o forte cetro do Líbano, ele é o Senhor que não se abala, e está e a única certeza que temos que ter para sermos salvos de nós mesmo. Esse Jesus pode esta ao seu lado agora nesse exato momento fazendo você chorar pelas coisas boas que você acha que está fazendo mas que no fundo você sabe com todas as letras que é totalmente errado. Mas como você pode confessar ou falar se existem milhares de diabos vestidos de ternos pronto para enfiar o dedo na sua cara e apontar todos seus erros?</p>
<p>Minha certeza é quase impar quando eu falo que se Jesus estivesse presente hoje ele não entraria em nenhuma igreja, mas estaria com os doentes, os enfermos, os carentes de paz, carentes de luz. Ele é o cara que nunca vai te julgar e nunca vai apontar o dedo como uma pistola velha. Imaginem um homem que trabalhou por anos para pregar a palavra para Deus, para mostrar que Deus é o salvador, o consolador, o Rei dos Reis e num descuido ele cai no adúltero com a esposa de um dos seus amigos? Imaginou, o que Jesus faria por ele? O que o diabo faria por ele? A história você sabe, o que Deus fez por Davi.</p>
<p>Um dos momentos de maior melancolia e desespero que tenha acontecido com esse homem foi quando ele voltando de uma batalha, totalmente exausto, entra em sua cidade e encontra ela totalmente saqueada e destruída. Você já se sentiu assim? Quando você caminha pelas ruas totalmente desesperado e com uma melancolia digna de Los Hermanos se perguntando porque sua vida está completamente destruída? Os homens de Davi amargurados e começam a falar em apedreja-lo. Davi cai, sem consolo e esperança, fica alguns minutos ali no chão, e algo inesperado acontece “E Davi se reanimou no Senhor seu Deus”.</p>
<p>Como pode? Como eu posso me levantar quando tudo parece perdido? Como eu posso levantar quando eu estou totalmente errado? Mas ele fez isso, ele abriu o caminho quando tudo parecia perdido, quando ele por ele mesmo não sabia onde mais ir. Como fazer romper o sol quando estamos presos na neblina da vida. Dar-nos perseverança quando a vontade é parar. O reanimo veio absolutamente do Senhor naquele exato momento, pois sem o Senhor não havia como alguém ali alcançar a esperança.</p>
<p><strong>É necessário sempre acreditar que o sonho é possível, que o céu é o limite e você truta é imbatível. Que o caminho da cura pode ser a doença, que o caminho do perdão as vezes é a sentença. Desavença, treta e falsa união. A ambição como um véu que cega os irmão, que nem um carro guiado na estrada da vida, sem farol no deserto da trevas perdida. Eu fui orgia, ego louco, mas hoje ando sóbrio…</strong></p>
<p>Não tenho muitas forças para fazer muita coisas esses dias, preciso dessa esperança vinda do Senhor, para que ele me reanime. Preciso voltar acreditar que esse sonho é possível. Que esse céu é o limite e com Deus ele pode me salvar de mim mesmo. Perante as tribulações, angústias, questionamentos e críticas, o que nos alimenta, em nossas vida, não é nossa capacidade humana ou o companheirismo do que está ao lado, mas sim Deus. Umas das únicas certezas que eu tenho é que eu preciso de Deus desesperadamente. Minhas emoções estão completamente corroendo minha alma. Não quero perder meu coração quero ser tomado pelo animo de Deus, quero ser forjado por Deus, quero entender que Deus indicou para Davi uma atitude necessária para cada um de nós: Obediência. Ele se levantou!</p>
<p>Davi aquele homem pecador, aquele homem que se deixou o pecado entrar em seu corpo e depois teve um papo intimo com Deus se reanimou em com Ele. Levantou-se e foi atrás daqueles que tinham saqueado, roubado e levado as mulheres, as filhas, dos seus homens. Tomou de volta tudo o que aqueles homens tinham lhe tirado. Reconstruiu a cidade e habitou nela. Recuperou o respeito de seus homens com o brilho de quem um dia iria reinar sobre toda Israel. Serviu a Deus. Pois se levantou quando Deus disse: levanta-te.</p>
<p>Vamos esperar quando tempo para entender que Deus já mandou nós levantarmos?</p>
<p><strong>O amanha é ilusório, porque ainda não existe, o hoje é real. É a realidade que você pode interferir. As oportunidades de mudança, ta no presente. Não espere o futuro mudar sua vida, porque o futuro será a conseqüência do presente. Parasita hoje, um coitado amanha. Corrida hoje, vitória amanha. Nunca esqueça disso.</strong></p>
<p>Jota Mossadihj  / Racionas / Ronaldo Lidorio / Solomon1</p>
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		<title>Eminência Parda</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 12:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@feernandomatias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[mano brown]]></category>
		<category><![CDATA[racionais mcs]]></category>

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		<description><![CDATA[Mano Brown se diz mudado, apesar de também afirmar que continua o mesmo. Entre a família, o rap, os amigos e os negócios, um dos artistas mais importantes dos nossos dias quer deixar de ser um refém da imagem que ele mesmo ajudou a disseminar. “Ô zica, a fita é a seguinte: entra na praça]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.alternativasete.com/blog/2010/01/28/eminencia-parda/"><img class="alignnone size-full wp-image-1460" title="eminencia" src="http://www.alternativasete.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/eminencia.jpg" alt="" width="585" height="320" /></a></p>
<p>Mano Brown se diz mudado, apesar de também afirmar que continua o mesmo. Entre a família, o rap, os amigos e os negócios, um dos artistas mais importantes dos nossos dias quer deixar de ser um refém da imagem que ele mesmo ajudou a disseminar.</p>
<p>“Ô zica, a fita é a seguinte: entra na praça à direita, depois pega a primeira à esquerda e, por último, à direita de novo. Tem de fazer um ‘Z’. Vamos decidir a parada hoje. Qualquer coisa, me liga.” O roteiro chega pelo celular. É noite abafada, começo de novembro, quando deixo a porta da Escola de Samba Pérola Negra, na Vila Madalena, em São Paulo, reduto contemporâneo da boemia paulistana, rumo a um bairro vizinho. Da outra ponta da linha chega mais uma senha: “É pique rua de periferia, tem casinhas humildes”. <span id="more-1459"></span>Nos quase dez minutos para percorrer as ruas da área oeste de São Paulo, um flashback: a conversa cara a cara prestes a começar, na verdade, era o desfecho de um debate iniciado três anos antes.</p>
<p>Ao apontar na “rua estilo periferia”, encravada no bairro classe média, ninguém à espera. Chamo ao telefone e, em segundos, percebo pelo retrovisor surgir alguém vestido com uma camisa Adidas vermelha da seleção da Turquia, nº 17 às costas, calça jeans e tênis Nike. Sorrisão na cara, cabelo raspado, com um risco à la Mike Tyson, o homem pardo à porta é Pedro Paulo Soares Pereira, um dos mais intrigantes e importantes artistas da música brasileira ao longo das últimas duas décadas, dono de versos cujos ecos estão impregnados em todo o Brasil. O aperto de mãos é acompanhado do cumprimento com origem no candomblé, ombro a ombro. Pedro Paulo convida para entrar na casa dos seus amigos, onde ouve um som.</p>
<p>A voz de Jorge, então somente Ben, domina o ambiente. Vem de um computador. Ele canta “Lorraine” acompanhado de Tim Maia na gravação de um show em 1981. Pedro Paulo vibra, mas os acompanha discretamente. “Os dois são referências pra mim”, reverencia. Ele teve o sonho, mas não conseguiu gravar com Tim. Nem com Wilson Simonal, outro ídolo. Mas tem orgulho de já ter dividido o palco com Jorge. Quando a música para, rompo o breve silêncio para perguntar se ele está mesmo decidido a falar e a finalmente aparecer sozinho na capa da Rolling Stone. “É a hora! Tenho coisas para falar. Querem me ouvir, vou falar.”</p>
<p>Pedro Paulo se tornará quarentão em abril próximo. “Estou virando um tiozinho, mano.” Antes de bater nos quatro ponto zero, ele surpreenderá novamente quem o escuta desde 1988, quando tinha 18 anos e entrou nos ouvidos de muitos brasileiros – por amor ou por ódio – com suas rimas. Pedro Paulo é Mano Brown, a mais importante, influente e respeitada personalidade do rap brasileiro, o piloto dos Racionais MC’s, uma das vozes das periferias do país – posição rejeitada por ele, mesmo depois de ter guiado o único grupo nacional de rap capaz de vender 1,5 milhão de discos oficialmente no Brasil até hoje (sem contar outros cerca de quatro milhões na conta da pirataria). Mas aquele Mano Brown conhecido pelo Brasil “estava condenado a virar estátua, sem utilidade”, como ele mesmo diz, na sua autodefinição.</p>
<p>“O Racionais parece ter uma cartilha a seguir e não fomos nós que a escrevemos. Foi a opinião pública. Somos reféns das palavras, mas não posso ser refém de nada, nem do rap. Vamos quebrar. Aquele Mano Brown virou sistema viciado, uma estátua óbvia demais. Pergunta tal coisa que ele vai responder tal coisa. Eu estava mapeado e rastreado”, constata. Para registrar parte desta nova fase, foram quatro encontros e cerca de 15 horas de conversas mantidas ao longo de 11 dias do mês de novembro último, incluindo uma sessão de fotos – colada em uma outra sessão para ouvir algumas das novas músicas, ainda inéditas. Neste bonde estão o músico com formação clássica e compositor William Magalhães, filho do lendário Oberdan Magalhães, alma da fábrica de samba-soul-funk Banda Black Rio, e o rapper Marcos Dias Carneiro, o Dom Pixote, a quem Brown vez ou outra chama de Fiote. Antes de ter sido assassinado em alguma rua da Babilônia paulistana, o irmão mais velho de Dom Pixote o ensinou a ouvir Racionais. Para Brown, o talento de Pixote no rap é a vingança do irmão de sangue.</p>
<p>Cinco dias após o encontro no lado oeste, Mano Brown chega à casa da veterana fotógrafa inglesa naturalizada brasileira Maureen Bisilliat, no coração dos Jardins, bairro elitizado paulistano. Está a bordo de um Audi A3 preto. No bolso, uma onipresente escova de dentes.</p>
<p>Ele e a dona da casa se admiram. “Ela tem uma mente mil grau”, diz. Sempre quando atraca por lá, faz questão de já saltar do carro e ir direto apertar as mãos dos trabalhadores da rua, os manobristas, os seguranças, os porteiros. “Gente que serve os bacanas” e gosta de sua música e de seu jeito.</p>
<p>Na cadeira de balanço da sala repleta de fotografias e peças de arte do Xingu, o rapper tenta organizar os pensamentos, milhares e difusos. “Tenho tanta coisa para falar, meu Deus do céu.” Está de regata branca, tatuagens à mostra. Do antebraço esquerdo salta um mapa do continente africano. Do braço direito, uma cruz onde se lê “Provérbios 15-16-17″. Ele já foi do candomblé e frequentou igrejas evangélicas. Hoje, diz não ter mais credo. Levanta, vai até o cinzeiro, apaga o cigarro. “Sou contra a religião. Porque virou empresa. Deus está nas pequenas coisas.” A cruz na pele é a mesma estampada na capa do disco Sobrevivendo no Inferno, marco de 1998.</p>
<p>Via Revista RS / solomon1</p>
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